mandaba.la -

Lula Gave Away Brazil To The Illuminati



 Lula is part of a communist party that is taking Brazil fast to the arms of the new world order.
The Workers Party is a member of the Forum de Sao Paulo, an association of communist groups including terrorist organizations such as the FARC in Colombia. The main goal of the Forum is to develop the Marxist revolution in South America, in what is called the Bolivarian Movement, for Simon Bolivar, the historical figure who wanted an unified Hispanic South America. The main inspiration is Fidel Castro. The communists have already taken over most universities, newspapers and media, following the teachings of Gramsci and Marcuse. There is a wave of political correctness, gay rights and all kinds of leftist agenda points.

Lula has betrayed his own country several  times: he has given away much of Itaipu to communist led Paraguay, he has pardoned debts from Bolivia, he has given much aid to Venezuela. He also created a huge Indian reservation on the border with Venezuela, a no-man's land that is open to any kind of incursion and is a threat to Brazilian sovereignty, since it spreads into Venezuela. It is another supranational country.
The narcoterrorists from FARC have free access to Brazil, and have been dumping drugs and heavy guns to the drug dealers, especially in Rio. 50,000 Brazilians are killed every year in drug related violence, but Lula  doesn't touch the drug dealers because of the (not so) secret agreements with the FARC. Lula's government is also terribly corrupt, not in the levels of previous governments, but now in billions of dollars.

Queen Elizabeth and the Duke of York have just awarded Lula the Chatham House Award for bringing peace to the continent ! Yes, the man supports drug dealers, terrorists, a Marxist revolution in the continent and is regarded as a man of peace !!!
Chatham House is a know Illuminati Think Tank. Lula is now the official court's jester.

http://www.chathamhouse.org.uk/events/special_events/chatham_house_prize/2009/

Lula also will take to Copenhagen the boldest proposal for CO2 reduction in the world: 40% until 2020. There was absolutely no debate about it. Nobody even knows here that hundreds of scientists are against Al Gore's lies. This policy will kill our economy. Sao Paulo state already approved a law to reduce 20% of CO2 emissions.

I firmly believe Lula has been bought by the NWO. The Illuminates probably told Lula that Brazil will now be regarded as a top country. They gave Brazil the Olympics and the World Cup. This is crazy, considering the level of violence in Rio. They will probably include Brazil in the G10, where Lula will look very important to the fools here, while he does everything he is supposed to do. One has to understand that Brazil has a very deep inferiority complex. Being among the great countries will look like a victory, even though those countries will be under the thumb of the Illuminates. The game is over here: there is no real opposition and the main competitor for the next election, Jose Serra, is also a leftist.

Learn more about it:  www.olavodecarvalho.orf

 

Esta É Nossa Pseudo-Democracia

Enviei um email questionando o Sr Xico Graziano, secretário do Meio Ambiente de São Paulo, sobre a política suicida do corte do CO2. Uma lei que foi aprovada sem nenhum debate. O Al Gore vem aqui, manda e eles obedecem. Que democracia é essa? O pior é que sou eleitor do PSDB.

Vejam a resposta do Graziano: 

"quem viver verá"

Poderia ter me dito "dane-se" que seria a mesma coisa. Estamos mesmo em uma enrascada.

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Date: 2009/11/11
Subject: Re: Fw: Contato Site
To: Xico Graziano <xico@xicograziano.com.br>

O SENHOR PODE ME AFIRMAR SINCERAMENTE QUE PESQUISOU OS ARGUMENTOS DOS CIENTISTAS CONTRA O AL GORE?
Um dia o senhor se lembrará deste email.


Senhor Graziano,

Consegui seu email através da Roseli, de seu gabinete. Admiro seu currículo e por isso resolvi escrever-lhe.
O senhor tem a chance de ser um herói patriota nesta viagem a Copenhagem.

Sou eleitor há muitos anos do PSDB, mas vejo que a missão do partido hoje é provar que é mais globalista que o PT.
O PSDB está apoiando o PT em sua missão de agradar Al Gore e destruir nossa economia. Não existe nenhum consenso científico que o CO2 produzido pelo homem cause o aquecimento global.

Na verdade, a Terra tem esfriado nos últimos anos, devido ao Sol, que controla nosso clima.
A histeria tem como objetivo a criação de uma taxa de carbono mundial para enriquecer os globalistas e os bancos e também o controle da atividade humana através de agências globais como a ONU. As ONGs são financiadas por Fundações como Rockefeller e Ford, como o provam vasta bibliografia.

Não houve NENHUM debate sobre este assunto, e o PSDB está aceitando as mentiras de Al Gore como uma religião.
Centenas de cientistas são contra essa propaganda. Uma rápida pesquisa no Google mostra centenas de sites e documentos comprovando isso, inclusive de Prêmios Nobel e altos diretores de institutos metereológicos.

Se o senhor tivesse uma bolha no pé e o médico mandasse amputar sua perna, o senhor procuraria uma segunda opinião, não é?

Vejam os sites:
www.noteviljustwrong.com
www.globalwarminghoax.com
Vejam as entrevistas do PhD
Carlos Milion
Leiam o livros:
Global Warming or Global Governance
Climate Confusion
The Deniers
e muitos outros

Uma pesquisa no Google sobre Global Warming Hoax (enganação) mostra 2,8 MILHÕES de resultados !
Sinceramente, Sr Graziano, o senhor leu algum destes livros ou apenas acreditou no que a ONU disse. Faça um auto-exame de sua consciência, como homem honesto que sei que é.

Por favor, acordem, ou vamos destruir nossa economia e nossa soberania por nada. Tenho dois filhos, e o senhor é minha última esperança de sanidade.

Com essa política, o PSDB ainda vai ajudar a eleger a Dilma, a terrorista comunista que nos colocará de vez sob um governo internacional e que é a cara do aquecimento global no Brasil, conforme o Estado de SP de hoje.

Fico à sua disposição para qualquer informaçào adicional.

Muito obrigado por sua preciosa atenção.

2009/11/11 Xico Graziano <xico@xicograziano.com.br>

Seus filhos me agradecerão. Quem viver verá!
Abs,
 
Xico Graziano

 


Brasil, o País Mais Trouxa do Mundo

Vamos amputar a economia em 40% para ajudar a eleger a Dilma e puxar o saco da ONU. Somos colonizados mesmo. De todos os países do mundo, vamos ser os que mais se prejudicarão ! Vai ser imbecil assim lá longe.

Não existe nenhuma prova científica que o C02 produzido pelo homem cause o aquecimento. O aquecimento é causado pelo Sol, conforme centenas de cientistas afirmam. A histeria tem como objetivo a criaçào de uma taxa de carbono global que enriquecerá os globalistas e os bancos e um controle dos países através de um provável governo mundial.

Se você tivesse uma bolha no pé e o médico lhe mandasse amputar a perna, você não ouviria uma segunda opinião? Vamos destruir nossa economia voluntariamente, sem haver NENHUM debate. Isso é democracia?

 A China e a Índia, que não vão cortar nada, devem estar rindo da gente.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091111/not_imp464471,0.php

Lula anunciará, na cerimônia de amanhã, que Dilma será a comandante da equipe brasileira em Copenhague. E que vai levar as novidades do País para ajudar a combater o aquecimento global e a emissão de gases de efeito estufa. O Brasil terá, de acordo com o presidente, a proposta mais ousada entre todos os países, desenvolvidos e em desenvolvimento. Será algo em torno de um esforço voluntário de 38% a 42% na redução dos gases de efeito estufa até 2020.

Anúncio da BIC na Grama - Super Legal

Horrible Things Said by Environmentalists

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Environmentalists tend to say the darndest things, but here is a top 10 list of perhaps some of the worst things written or uttered by them- (In no particular order, of course):

10. 'Phasing out the human race will solve every problem on earth, social and environmental.' - Dave Forman, Founder of Earth First!

9. 'If I were reincarnated, I would wish to be returned to Earth as a killer virus to lower population levels.' - Prince Phillip, World Wildlife Fund

8. 'We, in the green movement, aspire to a cultural model in which killing a forest will be considered more contemptible and more criminal than the sale of 6-year-old children to brothels.' - Carl Amery

7. 'I suspect that eradicating small pox was wrong. It played an important part in balancing ecosystems.' - John Davis, editor of Earth First! Journal

6. 'The extinction of human species may not only be inevitable, but a good thing...This is not to say that the rise of human civilization is insignificant, but there is no way of showing that it will be much help to the world in the long run.' - Economist editorial

5. 'The collective needs of non-human species must take precedence over the needs and desires of humans'- Dr. Reed F. Noss, The Wildlands Project

4. 'Cannabilism is a "radical but realistic solution to the problem of overpopulation." - Lyall Watson, The Financial Times, 15 July 1995

3. 'To feed a starving child is to exacerbate the world population problem.'- Lamont Cole

2. If radical environmentalists were to invent a disease to bring human populations back to sanity, it would probably be something like AIDS- Earth First! Newsleter

1. 'We have wished, we ecofreaks, for a disaster or social change to come and bomb us back into the Stone Age, where we might live like Indians in our valley, with our localism, our appropriate technology, our gardens, our homemade religion-- guilt free at last! - Stewart Brand (writing in the Whole Earth Catalogue)

Patrick Moore- a co-founder of Greenpeace- states in 'Not Evil Just Wrong' he has a checklist he runs through with current Environmentalists, and one of the first things he notices is that they tend to be 'anti-human.' You be the judge...


From: www.noteviljustwrong.com

Você Vai Ficar Sem Emprego

 
Não há nenhuma prova científica que o CO2 cause aquecimento, muito menos o produzido pelo homem, que é 5% do total. Como pode um governo maluco cortar 40% das emissões sem destruir a economia? Tudo emite CO2, todas as máquinas e até a gente ! E para quê? Para agradar a ONU? Qual a vantagem para o Brasil? nenhuma ! É pura puxação de saco do socialismo internacional.
Onde está o debate? Onde estão os muitos cientistas que já expuseram essa mentira?
Não se toma uma decisão radical como essa baseada na palavra do Al Gore do ex-terrorista maluco Carlos Minc.
Brasileiros, estão traindo a pátria. Vejam no Google as dezenas de artigos e documentários mostrando que o aquecimento é causado pelo sol e regulado pelos oceanos. Vejam as entrevistas do PhD Carlos Molion, ou o site www.noteviljustwrong.com
Existe uma pressa enorme para aprovar essas leis fascistas e criar um imposto mundial sobre o carbono, já que o sol está entrando em um ciclo fraco e há três anos o planeta tem esfriado.
 
D'O Estado de São Paulo, 03/11/09
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091103/not_imp460228,0.php

Governo Lula se reúne para tentar definir meta do clima

Impasse deve marcar reunião hoje; Ambiente tem proposta mais ambiciosa

Célia Froufe, BRASÍLIA

A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Celso Amorim (Relações Exteriores) prevista para hoje com o objetivo de tratar da meta brasileira de redução de emissões de gases do efeito estufa deve ser marcada pelo impasse.

Enquanto o ministro Carlos Minc defende a redução de 40% das emissões até 2020, representantes das outras pastas têm resistência à proposta por considerá-la inadequada para o momento econômico. O único consenso até agora para ser apresentado à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que será no próximo mês, em Copenhague, é em relação à diminuição em 80% do desmatamento da Amazônia até 2020. Para o Meio Ambiente, a meta de reduzir as emissões em 11 anos é factível.

Outros ministros veem a situação como mais delicada por causa da posição de China e Índia, que abertamente declaram não ser a favor de apresentar uma meta. A questão é que os dois países são aliados do Brasil. O Ministério das Relações Exteriores teme constranger os parceiros ou até mesmo ficar isolado na COP-15. Uma saída seria exigir contrapartida ambiciosa de países desenvolvidos.

A decisão estará nas mãos do presidente Lula. Não há, no entanto, por parte de assessores das pastas consultados pelo Estado, a convicção de que alguma posição possa ser dada hoje, ainda que todos torçam por isso. Há outro problema: Lula pediu ao Itamaraty que tente acertar com os países amazônicos (Bolívia, Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname) uma proposta comum.

O que desejam organizações com foco no meio ambiente é que o Brasil apresente uma atitude mais agressiva na COP-15. O raciocínio seria o de que, se o País apresentar metas ambiciosas, as demais nações em desenvolvimento terão de segui-lo (mais informações nesta página).

Uma preocupação interna é em relação à possibilidade de cumprir uma meta mais alta no momento em que o Brasil espera retomar o crescimento, após a crise financeira internacional. E quanto maior a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mais difícil seria cumprir a meta. O estudo feito pelo Meio Ambiente prevê crescimento de 4% ao ano até 2020. A ministra Dilma achou pouco e encomendou projeções para 5% e 6%.

NOVO MARCO

A COP-15 é importante porque a primeira fase de vigência do Protocolo de Kyoto termina em 2012 e o prazo estipulado para negociar um novo regime de metas internacionais para além do período termina em dezembro.

Pelas regras atuais do acordo, só os países desenvolvidos têm obrigação de reduzir as emissões em comparação ao que emitiam em 1990. O Brasil sempre foi contra metas, mesmo que voluntárias, para países em desenvolvimento. Tanto que só recentemente, após pressão, o governo aceitou discutir o tema. A proposta é reduzir a trajetória de crescimento das emissões, ou seja, elas continuarão a aumentar nos próximos anos, mas menos do que cresceriam se nada fosse feito.

RUMO A COPENHAGUE

O que é: A Conferência do Clima da ONU em Copenhague é uma reunião que ocorrerá em dezembro deste ano. Quase 200 países tentarão
chegar a um acordo climático, com o objetivo de reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global

Importância: Cientistas avaliam que o limite considerado seguro para o planeta é um aumento médio de 2ºC na temperatura. Porém, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem como estão hoje, o mundo aquecerá mais do que isso. Entre as consequências estão o desaparecimento de ilhas, o aumento do nível do mar e da ocorrência de tempestade, a desertificação de alguns territórios e o derretimento de geleiras

Impasse na negociação: Os países ricos têm evitado colocar à mesa números sobre financiamento para as nações mais pobres reduzirem suas emissões e, também, sobre metas de redução de gases-estufa para 2020 (com relação aos níveis de 1990). O ideal seria que os países industrializados cortassem 40% de suas emissões até 2020, segundo os cientistas. Mas as metas já apresentadas estão, em geral, abaixo da ambição necessária

Responsabilidade: Os países desenvolvidos, principalmente os EUA, querem que emergentes como China, Índia e Brasil se comprometam a reduzir suas emissões de CO2. Os países em desenvolvimento resistem a isso, pois alegam que a responsabilidade histórica é dos mais ricos

Protocolo de Kyoto: O acordo definiu para os países ricos uma obrigação de cortar em cerca de 5% suas emissões até 2012, quando acaba o primeiro período de compromisso. Os EUA, porém, não ratificaram Kyoto. As metas de Copenhague entrariam na segunda fase desse protocolo. Porém, agora as nações ricas querem acabar com ele (por medo de os EUA novamente ficarem fora) e sugerem a criação de outro acordo, o que os países pobres consideram quebra de confiança

 
 

Acordo de Copenhagen Desmascarado

O acordo de Copenhagen vai basicamente acabar com a soberania dos países. Nós também estamos nessa, cortando 20% das emissões de CO2 e acabando com nossa economia, bem agora que teremos petróleo. Os globalistas e os bancos vão se encher de dinheiro com o imposto do carbono.
Eles precisam agir rápido, porque ficou claro que o Al Gore mentiu e o homem não causa aquecimento nenhum. Este ciclo solar é fraco e vai esfriar mais.

O Lorde abaixo (é lorde mesmo) era o assessor da Margaret Thatcher e um especialista em clima. Nesta palestra ele avalia o impacto que o acordo terá para o mundo.


veja no Wall Street Journal o texto também:
http://bit.ly/2jveyb

Chip no Carro - Coleira no Pescoço do Povo

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O governo vai colocar chips nos carros. Você, que dirige direito e paga seus impostos, vai ser tratado igual àqueles criminosos americanos que andam com uma tornozeleira com GPS, para impedir que desapareçam.
Essa é a mentalidade que cada vez mais infiltra o governo e a sociedade como um todo. Você tem que provar que é inocente para não ser considerado culpado. Enquanto isso, os verdadeiros ladrões roubam com impunidade.
No Brasil, é mais fácil você ir para a cadeia por chamar um corrupto de ladrão que o próprio ladrão ser preso por seu crime.

O chip no carro, além de ser mais um trambique para enriquecer uma empresa que fará o serviço com total monopólio e sem nenhum risco, é totalmente desnecessário. Não tenham dúvida, ele vai acabar com a sua privacidade. Vivemos em um país onde o cadastro do Imposto de Renda é vendido na rua por camelôs !

A segunda fase desse projeto, não tenham nenhuma dúvida, é cobrar imposto de carbono a cada vez que você ligar o carro. Pedágio urbano também. Hoje eles dizem que não, amanhã dizem que a situação mudou, que é para o seu bem. Quem não se lembra da CPMF, que era para ser da saúde. Só um idiota confia e acredita no governo no Brasil.

Veja a matéria da Folha de SP em 31/10/09:

Chips de carros vão substituir radares em São Paulo

EVANDRO SPINELLI
da Folha de S.Paulo

A instalação de chips nos mais de 6 milhões de veículos de São Paulo, com início previsto para 2011, vai substituir os radares e facilitar a orientação do trânsito.

De acordo com o secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, praticamente 100% dos cerca de 15 mil km de vias da cidade serão mapeados com as antenas que captam os sinais dos chips. Hoje, apenas 8,5% das vias têm monitoramento e fiscalização.

"Com essas antenas, não haverá necessidade mais de instalação de novos radares, porque elas poderão funcionar como radares para velocidade, para leitura automática de placas, para determinar que numa determinada via naquele momento só possam passar caminhões", afirmou.

Ele citou como exemplo um problema qualquer de trânsito na marginal Tietê que congestione a via. Se os técnicos acharem necessário isolar duas faixas apenas para caminhões, deixando as demais para os carros, a medida poderá ser feita automaticamente. Hoje, isso só é possível se houver uma reprogramação de todos os radares da marginal para identificar a irregularidade.

Moraes disse também que a tecnologia vai permitir que as blitze sejam feitas com menos interferência de trânsito.

"Hoje, quando tem uma blitz, há necessidade daquele afunilamento, de ir parando carro por carro. Esse sistema, já com uma distância razoável, vai apontar qual é o veículo que está irregular, seja irregularidade administrativa ou irregularidade penal, veículo furtado ou roubado", disse o secretário.

Segundo ele, não existe possibilidade de violação de sigilo com a nova tecnologia. "Não há a mínima possibilidade de o operador que verifica o tráfego de veículos saber instantaneamente qual é o proprietário daquele veículo. Há uma série de codificações. Esse é um ponto para a população ficar absolutamente tranquila."

A licitação para a contratação do serviço será realizada em 2010. A empresa contratada, por parceria público-privada ou concessão, terá de comprar e instalar os chips, as antenas e todo o sistema de monitoramento que vai disponibilizar os dados para os órgãos de fiscalização -CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), SPTrans e Polícia Militar.

Moraes afirmou que o custo de instalação dos chips vai ser bancado pela prefeitura.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) reconheceu que a tecnologia dos chips permitirá a instalação de pedágios urbanos, mas afirmou que em São Paulo isso não vai ocorrer. "Nas cidades que quiserem implantar o pedágio, é evidente, é uma tecnologia que pode ser usada. Na cidade de São Paulo, não haverá pedágio urbano", disse.

Cientista PhD Luiz Molion Desmascara Al Gore

Luiz Carlos B. Molion é físico pela IFUSP (1969), PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, USA, (1975), Pós-doutor em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia (IH), Wallingford, UK, (1982) e “fellow” do Wissenschftskolleg zu Berlin, DBR (1990). É Pesquisador Sênior aposentado do INPE, onde exerceu o cargo de Diretor de Ciências Espaciais e Atmosféricas e coordenou experimentos na Amazônia da década de 1980, em colaboração com o IH e NASA. Atualmente, é professor e está Diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas. Além de Dinâmica de Clima, ele desenvolve pesquisas nas áreas de desenvolvimento duradouro, dessalinização de água e energias renováveis, incluíndo biodiesel de palmáceas nativas. Também é conhecido por contestar a visão apresentada pelo IPCC sobre mudanças climáticas.

Tucci: 1 - Existe uma predominância de opiniões (IPCC e de vários pesquisadores) de que as mudanças climáticas estão ocorrendo devido a emissão de CO2 para atmosfera. Você tem contestado esta visão, quais são seus argumentos?

Molion: Entre os anos 800 e 1200 DC, há registros históricos e de testemunhos climáticos que a Terra esteve mais aquecida do que hoje, a ponto de a Groelândia (Terra Verde) ter sido colonizada pelos Vikings, que lá praticaram agricultura. As concentrações de CO2, estima-se, teriam sido 30% mais baixas que a atual. Hoje, em pleno “aquecimento global”, e com a maior concentração de CO2 dos últimos 650 mil anos (IPCC, 2007), a Groelândia está coberta de gelo (?!). Num passado mais recente, entre 1925-1946, ocorreu um aquecimento global, que correspondeu a 60% do aquecimento “observado” nos últimos 150 anos, incluindo o derretimento do gelo do Ártico. Paradoxalmente, antes do término da Segunda Guerra Mundial, o homem emitia para a atmosfera apenas 6% do carbono que emite hoje. Portanto, esse aquecimento deve ter sido natural e não pode ser atribuído ao CO2, cuja concentração era cerca de 20% inferior à atual. Logo após, entre 1947-1976, ocorreu um desenvolvimento econômico acelerado, com um aumento significativo do consumo de combustíveis fósseis e emissões. Porém, embora a concentração de CO2 continuasse aumentando, o globo esfriou. Eu estava fazendo meu doutorado nos EEUU na primeira metade da década de 1970 e tive o privilégio de ouvir as discussões e o “consenso científico” que uma nova era glacial se estabeleceria nas próximas décadas. Aí, surgiu o aquecimento pós-1977, e o “consenso” se inverteu! A temperatura global mais alta ocorreu em 1998, coincidente com o evento El Niño, tido como o mais forte do século passado. De lá para cá, as temperaturas globais têm sido mais baixas, particularmente neste último inverno. Entretanto, a concentração de CO2 continuou a aumentar. O coeficiente de correlação entre as séries de temperatura do ar e da concentração de CO2 é inferior a 0,1, mais um indicativo de que o CO2 não seja responsável pelo aumento de temperatura. Em adição, sabe-se que a solubilidade de um gás em um líquido é função inversa de sua temperatura. Ou seja, oceanos mais quentes absorvem menos, ou liberam mais, CO2, já que os oceanos são um reservatório de carbono 60 vezes maior que o atmosférico. Os oceanos tropicais, particularmente o Pacífico, ficaram mais aquecidos entre 1977 e 1998, quando ocorreram vários eventos El Niño intensos (1979/80, 1982/83,1986/87,1992/93 e 1997/98). Assim, é possível que o aumento de CO2 atmosférico seja decorrente do aquecimento dos oceanos. Finalmente, os resultados das análises dos cilindros de gelo de Vostok, sugeriram que as temperaturas dos interglaciais de 130 mil, 250 mil e 350 mil anos atrás foram mais elevadas que às do atual interglacial, porém as concentrações de CO2 foram 20% inferiores à atual (Leia mais: AGW JAN-2008_V2).

Tucci: 2 Em 1990 quando fizemos um estudo sobre mudança climática sobre o rio Uruguai para a EPA e universidades Americanas, lembro que você contestava que a Terra não estava esquentando, mas esfriando. Você continua afirmando isto, mas o que se observou nestes últimos 17 anos é de aumento da temperatura em grande parte do globo. Como ficam suas previsões com base nesta evidência?

Molion No início da década de 1990, meu argumento principal é que havia uma série muita curta (12 a 13 anos) para caracterizar uma “tendência de aquecimento” de longo prazo e que tinha ocorrido um aquecimento entre 1925-1946, que não podia ser atribuído ao CO2. Como há evidências que, no último milhão de anos, a Terra passou por 9 eras glaciais, que duraram cerca de 100 mil anos cada, ou seja, 90% do tempo o clima tinha estado mais frio que o atual, argumentei que seria mais plausível esperar que o clima se resfriasse em um prazo mais longo. É verdade que a temperatura continuou a subir na década de 1990, mas a magnitude desse último aquecimento é questionável, uma vez que, por exemplo, o número de estações meteorológicas de superfície continental (termômetros) diminui sensivelmente, de cerca de 14 mil nos anos 1960 para menos de 2 mil atualmente. Essa redução foi mais significativa na Rússia (Sibéria), que apresenta temperaturas mais baixas em média, e nas zonas rurais. Os termômetros de zonas urbanas sofrem o “efeito de ilha de calor”. Ou seja, a energia (calor) solar é repartida entre os processos de evapo(transpi)ração e aquecimento do ar. Nas cidades, devido à impermeabilidade da superfície, praticamente não há água para evaporar. Assim, a maior parte do calor solar é utilizada para aquecer o ar e os termômetros urbanos registram temperaturas 3 a 5 ºC mais elevadas que às da zona rural, em média. Por sua vez, dados de temperatura obtidos por satélites (MSU/UAH), não mostraram tendências de forte aquecimento da troposfera nos últimos 30 anos. Dez anos atrás (1997) foi publicado o primeiro trabalho sobre a Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), que é uma oscilação de baixa freqüência da temperatura de sua superfície, com fases quente e fria, semelhante ao fenômeno El Niño/La Niña, porém, com duração de cerca de 20 a 30 anos para cada fase, num ciclo total de 50 a 60 anos. Chamou minha atenção uma enorme coincidência entre as duas fases quentes da ODP (1925-1946 e 1977-1998) e aquecimento global simultâneo e entre sua fase fria (1947-1976) e resfriamento global ocorrido, resfriamento esse em que CO2 estava aumentando rapidamente, não explicado pelo IPCC. Como o Pacífico ocupa 35% da superfície terrestre e a atmosfera é aquecida por debaixo, sugeri a hipótese de trabalho que a ODP poderia ser um controlador do sistema climático mais significativo do que lhe havia sido atribuído até então. A nova fase fria da ODP parece ter iniciado em 1999 e presumo que deva durar cerca de 20 a 30 anos como a anterior. Portanto, minha previsão é que ocorra um resfriamento global nessas próximas duas décadas, até o ano 2030, aproximadamente. No que concerne aos recursos hídricos, aquecimento global é melhor que resfriamento. Na Argentina, Barros e colaboradores, em 1996, analisaram dados de 8 postos e mostraram que os totais pluviométricos médios anuais aumentaram de cerca de 850 mm/ano para 1150 mm/ano (aumento de 35%) a partir principalmente do início dos anos 1970. Você e teus colaboradores analisaram os dados de vazão de 20 postos e de precipitação de 36 postos, localizados na bacia do Rio Paraguai, em território brasileiro, bem como uma série de 95 anos de dados de nível desse rio, em Ladário, e mostraram que a bacia apresentou um regime hidrológico distinto a partir de meados dos anos 1970, com aumento significativo das cotas. Uma explicação para esse aumento de cotas seria o aumento da precipitação,. Nesse mesmo trabalho, vocês afirmaram que, no período anterior a 1970, as estiagens (dias consecutivos sem chuva) foram mais longas e que, nos dias de chuva, a precipitação média foi inferior ao período pós-1970. Você, Tucci, em um dos teus Relatório (ANA, 2002) notou que as vazões do Rio Paranapanema, em Rosana, e as do Rio Paraná, em Corrientes, sofreram incrementos de 46,2% e 27,8%, respectivamente, após o início dos anos 1970. Você atribuiu parte desses incrementos ao aumento de 15% a 17% nos totais pluviométricos sobre as bacias. A outra parte teria sido devido à mudança de uso dos solos. Em síntese, na fase fria da ODP (1947-1976), houve redução de precipitação e vazão e na fase quente (1977-1998), ocorreu o oposto. A nova fase fria da ODP (1999-2030??) poderá gerar um clima semelhante à fase fria anterior. E teremos problemas na geração de energia elétrica e na agricultura.

Tucci 3. O Grupo I do IPCC analisa os mecanismos de forçante climática externa (por ex. variabilidade solar, raios cósmicos). A conclusão do IPCC é que esses efeitos são significativos e explicam grande parte da variabilidade climática observada no passado. Entretanto, o IPCC concluiu que o aumento da forçante radiativa associada aos gases de efeito estufa de origem antrópica (homem) é hoje maior que a forçante natural. Em sua opinião, o IPCC deixou de avaliar importantes contribuições sobre este tema, quais são? Foram publicadas e avaliadas pela comunidade científica?

Molion O IPCC considerou o forçamento radiativo do CO2 14 vezes mais potente que o da irradiância solar total (IST) e não tenha dúvida que subestimou o impacto da atividade solar no clima. As variações da temperatura do planeta estão relacionadas não só aos ciclos solares de longo prazo, como os ciclos de 11 (manchas solares), 22 (reversão do campo magnético), 90 (Gleissberg), 180 (Mínimo de Dalton) anos ou mais, mas também às flutuações de curto período da IST. Existem vários artigos que exemplificaram o primeiro aspecto, como, por exemplo, o Mínimo de Maunder estar relacionado com a Pequena Era Glacial entre os anos 1400 e 1850; as temperaturas baixas no início do século passado, coincidindo com o Mínimo do Ciclo de Gleissberg; e o aquecimento global na primeira metade do século passado, simultâneo ao aumento da atividade solar que culminou em 1957/58. Locwood e Stamper (1999) estimaram que a variação da IST poderia ter sido responsável por 52% da variação da temperatura entre 1910 e 1960. Shaviv (2005), combinando fluxo de raios cósmicos galácticos (RCG) com variações da IST, conclui que o Sol pode ter causado 77% da variação da temperatura nos últimos 100 anos. A correlação (r2) entre a série de 120 anos da temperatura dos EEUU e a IST foi igual a 0,59 e a 0,64 com a IST adiantada de 3 anos. Com relação ao segundo aspecto, Scafetta e West (2008) afirmaram que o Sol pode ter sido responsável por 69% da variação da temperatura do planeta, dependendo de como a IST é reconstruída. Além da IST, existem outros processos solares que podem interferir no clima indiretamente. É possível, por exemplo, que variações no campo magnético solar interfiram no fluxo de raios cósmicos galácticos (RCG). Sol mais quieto, como no presente momento, apresenta um campo magnético fraco e permite entrada de um fluxo maior de RCG no sistema solar. A hipótese de Svensmark, por exemplo, diz que os RCG funcionariam como núcleos de condensação, aumentando a cobertura de nuvens baixas, refletindo mais radiação solar de volta para o espaço e resfriando o planeta. Explosões solares energéticas (fáculas) podem aumentar o fluxo da radiação ultravioleta (UV) em mais de 15%. A UV é absorvida na formação do ozônio na estratosfera, que se aquece devido a essa absorção. Esse calor se propaga para baixo e interage com a dinâmica da troposfera. O nosso conhecimento sobre a dinâmica solar é muito parco e não é possível atualmente precisar seu impacto no clima terrestre. Basta dizer que as observações da IST por satélites começaram em 1978, menos de 3 ciclos de manchas solares, e nenhum único sensor conseguiu sobreviver desde o início das observações, dificultando o tratamento e interpretação dos dados obtidos. A variabilidade da IST entre um máximo e um mínimo do Ciclo de Gleissberg, por exemplo, pode ser maior que os 4 Wm -2, que o IPCC afirma ser o forçamento radiativo dos gases de efeito-estufa e que elevaria a temperatura global entre 2° e 4,5°C.

Tucci 4. No filme ” The Great Climate Change Swindle” ( “A grande trapaça das mudanças globais”, http://www.channel4.com/science/microsites/G/great_global_warming_swindle/index.html, somente em inglês) é citado que a Terra está efetivamente aquecendo, mas devido às atividades solares e não devido a emissão de CO2. O que diferencia dos seus argumentos?

Molion Nesse filme, os pesquisadores dão ênfase à atividade solar, porém não descartam outros processos internos e externos ao sistema climático da Terra. Meus argumentos não diferem significativamente do que foi exposto no filme. Certamente, o Sol é a principal fonte de energia para todos os processos físicos, químicos, biológicos que ocorrem no planeta e a variabilidade do fluxo solar impõem mudanças no clima. Eu argumento que, além do Sol, existem outros controladores climáticos que podem, regionalmente, amplificar ou reduzir a variabilidade climática provocada pelo Sol. Por exemplo, o aquecimento entre 1925-1946 - quando os EEUU continental, por exemplo, tiveram as temperaturas mais altas de seus 120 anos de registros - teria ocorrido devido ao aumento da atividade solar e à baixa atividade vulcânica, que reduziu a concentração de aerossóis estratosféricos e aumentou a transmissividade atmosférica, permitindo maior entrada de radiação solar no sistema terra-oceano-atmosfera. O aquecimento de 1977 a 1998 coincide com um período em que o Oceano Pacífico Tropical esteve mais aquecido, fase quente da ODP, com uma freqüência maior de eventos El Niño, É sabido que El Niños aquecem o planeta. Entretanto, o ligeiro resfriamento global registrado entre 1947-1976, quando o Sol estava em seu máximo (máximo solar dos últimos 300 anos foi em 1957/1958), pode ter acontecido devido ao resfriamento do Pacífico Tropical (fase fria da ODP), por exemplo. E, certamente, a mudança brusca que ocorreu no Pacífico em 1976 não pode ser explicada pela atividade solar, cujo impacto nos oceanos é lento e gradual dada sua inércia térmica. Deve ter havido outra causa geofísica, como mudança na circulação oceânica profunda ou mesmo atividade sísmica submarina, liberando imensas quantidades de calor no fundo dos oceanos. Só como curiosidade, convém lembrar que a Guatemala sofreu um violento terremoto em fevereiro de 1976, que matou mais de 20 mil pessoas. A nossa ignorância sobre influência desses fenômenos no clima ainda é muito grande! Ou seja, o sistema climático da Terra é muito complexo e não depende apenas da atividade solar, embora o fluxo solar absorvido no planeta seja a causa mais importante indubitavelmente. Sem medo de exagerar, eu diria que o clima da Terra depende de tudo que ocorre no planeta, acima e abaixo da crosta terrestre, e no Universo.

Tucci 5. Como você explica que as previsões dos modelos estão erradas? Eles conseguem representar o cenário atual e depois o futuro de forma adequada?

Molion Os modelos de clima global (MCG) comumente têm dificuldade em reproduzir as características principais do clima atual, tais como temperatura média global, diferença de temperatura entre equador e pólo, a intensidade e posicionamento das altas subtropicais e das correntes de jato, se não for feito o que é chamado de “sintonia” ou “ajustes”. A resolução espacial dos modelos globais modernos está entre 100km e 250km e todos os processos físicos, diretos ou de realimentação (“feedback”), que se desenvolvem em escalas espaciais muito inferiores a essas, precisam ser resolvidos de uma forma particular, precisam ser “parametrizados”. A parametrização é, em geral, feita com algoritmos físico-estatísticos que dependem da intuição física do modelador e, portanto, podem não representar a realidade do processo físico e serem questionáveis. Dentre os processos mal-simulados nos MCG está o ciclo hidrológico, em particular, formação, desenvolvimento, cobertura de nuvens - que são fundamentais para o balanço radiativo do Planeta - e a precipitação/evapotranspiração, que atuam como termostato da superfície, regulando sua temperatura. Você próprio, em um trabalho com Damiani, em 1994, documentou a discrepância entre modelos com relação à precipitação para a bacia do Rio Uruguai. O transporte de calor sensível pelas correntes oceânicas para regiões fora dos trópicos também é outro processo físico parametrizado, e mal-resolvido. Foi observado que a Corrente do Golfo do México – corrente marinha que transporta calor para o Atlântico Norte, região da Inglaterra, Escandinávia, Groelândia e Ártico – voltou a ficar mais ativa na metade da década de 1990. Com maior transporte de calor sensível, as temperaturas da superfície do mar (TSM) aumentaram. Nessas circunstâncias, os ventos de oeste, em contato com as TSM aquecidas, retiram mais calor do Atlântico Norte e o transportam para a Europa Ocidental - onde está a maior fração dos termômetros utilizados para elaborar a “média global” - que, por conseguinte, apresenta uma mudança climática, um aquecimento local e não global! Em adição, como o efeito-estufa é fraco nessas regiões, devido à baixa concentração de vapor d’água, a emissão de radiação de onda longa para o espaço exterior para o espaço é maior, e o sistema climático terrestre perde mais energia para o espaço exterior (ROL). Em 2006, utilizando dados de Reanálises (NCEP), mostrei que, atualmente, a Escandinávia está perdendo, em média, 20 Wm-2 a mais por emissão de ROL do que perdia há 50 anos. Isso não ocorreria se o CO2 fosse o principal gás de efeito-estufa. Esse seria mais um mecanismo físico de controle do clima global, ou seja, o excesso de calor dos trópicos seria transportado para os pólos pelas correntes marinhas e, de lá, emitido para o espaço por ROL, reduzindo a temperatura global.

Tucci 6. Os argumentos contrários ao atual “main stream” geralmente são atribuídos ao lobby dos grandes poluidores. O quanto das contestações podem ter este caráter?

Molion Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o IPCC e seus seguidores não comprovaram que o aquecimento global seja antropogênico (AGA). Afirmações com terminologia do tipo “é muito provável (very likely)” não têm caráter científico e os argumentos associados não resistem à uma analise científica séria. Argumentos contrários não necessariamente viriam dos “grandes poluidores”. Muitos cientistas não concordam com o AGA. Mas boa parte deles não se declara contrária, por ter medo de sofrer retaliações, perder o emprego ou ter recursos de projeto cortados ou negados. Portanto, eu inverteria a questão e perguntaria a “quem interessa o AGA”, já que não existe base científica sólida que comprove sua existência? É difícil responder essa questão atualmente. Já levantaram hipótese que o interesse seria dos países desenvolvidos (G7) na tentativa de desacelerar, ou mesmo inibir, o desenvolvimento de países emergentes, como Brasil China e Índia, a velha teoria Malthusiana sendo ressuscitada! A quem diga que seriam as próprias companhias de petróleo, uma vez que o ouro negro deva se exaurir dentro dos próximos 20 anos, talvez, e sua redução de consumo não só prolongaria seu domínio como permitiria aumentar seu preço. Note que o preço já passou dos US$110 por barril. Políticos e administradores podem estar vendo no AGA uma possibilidade de criarem mais impostos ou mesmo de se destacarem nos cenários de seus países e/ou mundial. O AGA pode interessar, também, para alguns pesquisadores manterem suas posições e recursos para projetos. Convém lembrar, por exemplo, que Dr.James Hansen, do GISS/NASA, foi um defensor da iminente era glacial no início da década de 1970 e hoje é um dos maiores defensores do AGA. Uma coisa é certa, não se “combate” a intensificação do efeito-estufa e o AGA com medidas inúteis, como o Protocolo de Kyoto, por exemplo. Os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos e a atmosfera foram estimados em cerca de 200 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a). Um erro de 10% nessa estimativa corresponde a 20GtC/a, ou seja, 3 vezes maior que as emissões humanas e cerca de 70 vezes maior que a redução proposta por Kyoto. Em adição, o CO2 não é um “poluente”, com tendo sido propalado na mídia, criando confusão na opinião pública. Ele é um gás natural e é parte da vida. Dentre outros benefícios, as plantas fazem fotossíntese com ele e produzem alimentos, que mantêm os outros seres vivos. Sem ele, nós não existiríamos. Não há justificativa para se utilizar a hipótese do AGA como tentativa de alertar a população para a conservação ambiental. Isso é uma hipocrisia, é maquiavélico! Mudanças climáticas é um assunto completamente distinto de conservação ambiental. Essa tem que ser praticada para a própria sobrevivência da espécie humana, independente de um aquecimento ou resfriamento global. O fato é que não há evidências que o homem seja responsável pelo aquecimento verificado entre 1977 e 1998. De lá para cá, não ocorreu nenhum ano mais quente, embora a concentração de CO2 continue batendo recordes. É muito provável (“very likely”), para usar a terminologia do IPCC, que haja um resfriamento global nos próximos 20 anos, se o sistema climático se comportar como nos últimos 100 anos. O Pacífico está em uma nova fase fria de sua ODP e o Sol estará num mínimo de atividade nesse período (Mínimo de Gleissberg ou Dalton). O resfriamento do clima é ruim para o mundo e para o Brasil, conforme a análise dos dados do período 1947-1976 demonstrou (Leia mais: PERSPCT_CLIMA)

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1 Comentário »

  1. Rui G. Moura disse,

    24 de Abril de 2008 @ 12:21

    Inteiramente de acordo com o Prof. Molion. Em 1976 verificou-se um shift climático que alterou profundamente a circulação geral da atmosfera. Para esse shift contribuiu o súbito arrefecimento das calotes polares (Aerossóis?; Raios cósmicos solares e/ou galácticos?; Variação de parâmetros orbitais como a inclinação do eixo de rotação?). Nessa ocasião, a variação dos índices PDO-Pacific Decadal Oscillation e NAO-North Atlantic Oscillation que passaram de fases quentes para fases frias atesta a mudança das trocas meridionais de energia e de massas de ar entre as Pólos e os Trópicos e atesta a entrada numa fase fria e não quente. O envio de mais massas de ar quente para os Pólos fez com que a estatística das temperaturas registasse um aumento com aspecto enganador de aquecimento global. A variável significativa na fase fria actual é a pressão atmosférica e não a temperatura -como o Prof. Molion salientou na Universidade de Évora, durante um seminário de há dois anos. A pressão está a subir nos continentes (Europa, Ásia, América, Oceânia) e a diminuir noutras regiões como na Islândia -, o que se manifesta de acordo com o princípio da conservação da massa. Assim, os índices PDO e NAO evoluem com valores positivos. Concordo com o Prof. Molion quando diz que o Protocolo de Kyoto é um flop. A atitude certa seria tomar medidas de adaptação ao calor e ao frio e não medidas de mitigação para prevenir apenas o calor, aliás sem resultado prático. Adaptação ao calor de curta duração actualmente verificado e de frio de longa duração a verificar proximamente. No entanto, como salienta o Prof. Molion, também já se verificam períodos de frio de curta duração como aconteceram no Hemisfério Norte no inverno passado.
    Cumprimentos ao Prof. Molion que admiro pela sua coragem e lucidez.

Original de: http://blog.rhama.net/

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