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Com -21ºC, Reino Unido tem a noite mais fria do inverno
Sistema de transportes volta a ser afetado no país, com problemas em aeroportos, estradas e trens
O Reino Unido passou pela noite mais fria do inverno, com temperaturas que em alguns lugares da Escócia chegaram a ficar em 20 graus abaixo de zero. O sistema de transportes voltou a ser afetado no país. Trens e aeroportos enfrentam problemas.
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Frio recorde no hemisfério norte é 'fenômeno natural', diz cientistaO Escritório Meteorológico advertiu aos motoristas que as estradas estão em condições extremamente perigosas devido à neve ou ao gelo em todo o país. "Todo o Reino Unido passou a noite abaixo de zero", disse Charles Powell, meteorologista do Escritório Meteorológico Britânico.As temperaturas chegaram a -21,1ºC na Escócia, -11ºC na Irlanda do Norte, -16,4ºC em Manchester e -14,5 no País de Gales. De acordo com os meteorologistas, a sexta-feira deve continuar gelada e seca. "O frio deve durar ao menos mais dez dias", acrescentou Powell.As companhias aéreas continuam anunciando atrasos e cancelamentos. A Easyjet confirmou mais 30 voos que não partiram, totalizando aproximadamente 500 na semana. A British Airways, que ontem cancelou 113 voos em Heathrow e 36 em Gatwick (ambos aeroportos de Londres) confirmou que houve vários atrasos em algumas de suas operações.Os principais aeroportos do país, incluindo os que atendem a Londres, seguem abertos, mas os passageiros são aconselhados a se informarem sobre o estado de seus voos antes de chegar aos terminais.
Os serviços da ferrovia Eurostar, que unem a Inglaterra com o continente europeu, ainda não voltaram à normalidade, depois que, na quinta-feira, um dos trens teve problemas no túnel sob o canal da Mancha.
Várias companhias ferroviárias que operam várias linhas pelo país voltarão a sofrer hoje interrupções ou fortes atrasos depois que ontem foram cancelados muitos serviços durante a manhã, e se espera uma redução das frequências em alguns trechos.A baixa temperatura e a neve também provocaram paralisação de aulas em ao menos 2 mil escolas. Dezenas de grandes empresas companhias convivem com racionamento na provisão de gás para atender as necessidades domésticas, que alcançaram níveis recorde devido ao uso de aquecedores.Grupos empresariais e políticos da oposição criticaram a "vulnerabilidade" do sistema de provisão energética do país e pediram a construção de mais estações de gás tanto para uso doméstico como industrial.
